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Concepção

Desde as primitivas eras, aos tempos atuais, a natureza sempre carregou consigo o misticismo; seja no aspecto estritamente mágico, religioso, seja na simples e repentina inspiração. Habitat natural de tantos povos, em especial das bruxas, celtas, druidas, xamãs e índios. 

Para as pessoas que possuem sensibilidade, em maior ou menor grau, sabem que é impossível andar numa floresta e não serem arrebatadas por um intenso sentimento de bem-estar, um demasiado encanto, pois o próprio ambiente emana energia vital; toda a paisagem bucólica — as plantas e animais silvestres, os sons singulares, a brisa reconfortante — constitui uma atmosfera que incita deslumbres sensoriais e o nosso espírito inventivo. 

Não é por acaso que há muita simbologia, diversas histórias, mitos, lendas, figuras folclóricas, tantos seres elementais, como as Ninfas, que fazem da natureza a sua morada. E habitam nos prados, nas montanhas, nos lagos, nos riachos, nos bosques e florestas. 

No âmbito das florestas, especialmente às árvores de carvalho, há uma casta de ninfas peculiares: as Dríades. E como as demais, também são belas, sutis e encantadoras. No entanto, a aparência delas pode divergir bastante, enquanto uns proferem que são semelhantes às demais ninfas, com beleza estonteante, outros dizem que possuem uma epiderme esverdeada, ou até com a textura de um carvalho, com cabelos de galhos e vinhas. 

Conta-se que a pessoa que planta uma árvore, recebe eternamente a sua gratidão e amizade. Segundo a lenda, as Dríades são geradas junto com suas respectivas árvores, habitando nelas ou a uma pequena distância. Atuam como guardiãs, em companhia de suas irmãs, resguardando toda a floresta — as Hamadríades. Contudo, é comum muitos conceberem ambas as classes como um único ser. 

Elas têm poderes e seus próprios meios de proteção, são capazes de criar ilusões, se transformar em animais ferozes e monstros, para espantar lenhadores e sujeitos mal-intencionados. As Dríades, apesar de serem consideradas divindades, não são imortais. No momento em que uma árvore é derrubada ou morre, essas ninfas também deixam de existir. Dizem que os deuses castigam, inexoravelmente, o indivíduo que destrói uma árvore.

Após o fenecimento, desaparecem, ou ainda, têm a possibilidade de receberem uma maldição. Nesse caso, elas retornam numa forma horrenda, cadavérica e com asas, conhecida como Óssea Dríade. Sob tal aspecto, persegue até que possa encontrar o responsável pelo seu fim e lhe conceder uma morte atroz. Essas criaturas se fazem presentes em locais subterrâneos, ou em montanhas muito altas, vilarejos abandonados e cemitérios, sempre se alimentando de cadáveres. 

Como se pode concluir, as Dríades são fascinantes, fantásticas, cultuadas desde a antiguidade. Muitas pessoas as retrataram com pouca ou nenhuma ligação aos grandes deuses. Todavia, sua relevância na mitologia e, mesmo em algumas religiões pagãs, até os dias de hoje, é notável. Tendo uma conexão tão forte com a fantasia, com o misticismo e com a natureza, não poderia deixar de ser uma total inspiração à literatura, arte e poesia.

Dríade e seus selos

A Dríade concede o selo incipiente e substancial que nomeia a editora; flerta com variadas sensações, com a natureza e as múltiplas acepções que a palavra carrega. Traz uma gama de estilos, temas e tons, versos e prosa, ficção e não-ficção. A versatilidade sempre será uma ponte extensa para se percorrer, expondo o empirismo e alcançando a verve pulsante. E ainda, abarcando o limiar entre o nosso mundo real e o feérico, abrangendo gêneros fantásticos como: Contos de Fada, Espada e Feitiçaria, Dark Fantasy, Steampunk e Cyberpunk.

Define “aquele/aquilo que caminha à noite; de hábitos/costumes noturnos”. O ser que ante as trevas, faz despontar sua centelha criativa. Seja como for, se resguarda sempre silente, adverso, solitário como um espectro errante. O escopo será o Suspense, Mistério, Terror (em todos os seus subgêneros), Horror Cósmico, Ficção Científica, Distopia e Poesia Gótica.

Noctâmbulo

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