Antologias | Dríade Editora

Senciente — Contos e Crônicas Livres

Alegria, tristeza, medo, raiva, dor, sofrimento, angústia, paixão, amor, decepção, esperança, empatia; entre tantas outras emoções e sentimentos... Um enleio de aspectos sensoriais, comportamentais e relativos à memória, comandados pelo nosso sistema límbico, características que nos tornam tão semelhantes e ao mesmo tempo únicos.

 

As palavras sensibilidade e consciência formam senciência, cuja acepção representa o termo senciente. É essa singular capacidade de possuirmos percepções conscientes de tudo aquilo que ocorre a nossa volta. E isso pode sobrevir nos mais variados modos e graus, de maneira instintiva e surpreendente.

 

Nesta antologia, há crônicas e contos totalmente livres, na qual cada autor externa suas experiências sensitivas, em tramas que se exibem realistas, naturais ou, até mesmo, sobrenaturais — uma vez que a própria existência carrega seus segredos.

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

Poesia Prolífica Antologia Poética

A verve da existência manifesta-se por meio das mais variadas formas, pelas conjunturas inesperadas, tecidas por experiências amplas, complexas e, ainda, sensações singulares. Sejam vislumbres impensáveis, no âmago das previsibilidades, no mundo real ou onírico; em ensejos sensatos ou inversos. Tudo se torna matéria-prima para versos.

 

 

Eis a nova antologia de poemas da Dríade Editora: versátil, com temas divergentes, de diferentes matizes, de versos livres, leves e soltos, ou ainda, monocromáticos, pesados, ásperos e encadeados, mas ao fim, culminando no denominador comum: esta prole poética, cujas inspirações exibem cada Poesia Prolífica gravada nesta obra.

 

De súbito, sinto que tudo isso vale a pena,

Quando a contingência sopra o aroma das rosas,

Distanciando-me aos poucos das coisas onerosas,

Durante a ligeira fuga, mas numa centelha plena.

 

Em meio àquela temperatura bem amena,

A prostração agora esmorece — antes vigorosa —

Ensejando esta consonância assaz graciosa,

Equiparável à melodia de uma insigne sirena.

 

Após as intempéries, surgem os bons ventos,

Dissipando até os resquícios dos lamentos,

Suscitando em algo fora de costume.

 

Feito o semblante da musa mirífica,

Apensa à beleza de uma poesia prolífica,

Imanente e com instigante perfume.

Thiago  S. Sevla

Mistério Noir — Contos de Suspense  e Policiais

"Lia-se: 'Nosso primeiro escritório foi aberto em Marselha, França, em 1978. E há vinte e cinco anos estamos operando em todo o Brasil. Trabalhamos com total eficiência, discrição e sigilo. Ofertamos serviços investigativos, contando com uma gama de especialistas, nos seguintes âmbitos: circunstâncias empresariais; conjugais; monitoramentos; rastreamento de pessoas e/ou veículos; localização de desaparecidos; entes envolvidos com narcóticos; coletamos provas para advogados.'

 

Assim se aduzia o anúncio da 'La Nuit', agência de investigações particulares, referência no segmento. Todavia, enfrentava drásticas intempéries, uma maré de azar que desestabilizou até aqueles que já eram habituados a velejar sob tempestades.

 

Embora contasse com ótimos detetives, os mais experientes estavam sendo tragados pela degradação da própria conduta; apensos à prostituição, pornografia, agressões, alcoolismo e resquícios de ilicitudes. Um dos sócios, Marcelo De Ros, havia se tornado um perdulário e libertino, além de estar desaparecido há cinco semanas. E, após a morte inesperada e estarrecedora do fundador da agência, Immanuel LeBlanc — em decorrência do suicídio — as conjunturas desandaram ainda mais.

 

Num dos trechos das últimas mensagens que LeBlanc enviou dizia:

 

'O verniz ordinário que passaram por cima dessas sórdidas mentiras nunca me enganou. Agora, verdades detestáveis serão expostas. A tampa do bueiro foi removida. Esta cidade imunda sempre fedeu à merda e a mijo, mas o odor nauseabundo é pior do que muitos pensam...'

 

Que fatos terríveis ele teria descoberto? Por que o suicídio? Alguma relação com o sumiço do sócio De Ros? E qual a conexão da indecifrável desembargadora Luciana Albuquerque com tais fatos?

 

Enquanto as pontas permanecem soltas — perguntas sem respostas —, mais desaparecimentos, assassinatos e situações desditosas continuam ocorrendo naquela e nas demais metrópoles, todas envoltas num Mistério Noir."

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

Atos Atros — Contos de Terror

Na maioria das circunstâncias, até mesmo os coveiros e outros profissionais que têm seus labores cravados no âmbito sepulcral, reconhecem a pujança do óbito e o temem.

 

O hálito pútrido e agourento da Morte, diariamente, impregna os ares, nos coagindo a participar do seu jogo arbitrário, trágico e tétrico chamado vida, cujo resultado conhecemos bem: ela sai vencedora e nós perdedores.

 

Todavia, existem criaturas que não só coadunam, como também se aprazem em cada partida. E possuindo uma intimidade congênita com as regras, conseguem burlá-las sem qualquer dificuldade. Assim são os seres que habitam as trevas, sejam antropomórficos ou drasticamente bestiais; assassinos em série, ou indivíduos versados em forças arcanas e magia negra, feito os necromantes.

 

Este livro nos conduz aos labirintos do desalento, em trilhas nocivas e lúgubres, onde apenas o medo e o desespero se sobressaem, através dos seus inesperados Atos Atros.

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

Deuses Autômatos — Contos de Ficção Científica

Concretizado o maior ideário de outrora, com promessas de reparo social e extinção das iniquidades, o que sucedeu foi justo o oposto: o nivelamento através da completa ruína e a instauração da penúria. 

 

A política da autocracia era onipresente numa era selvática, sintética e desoladora. E com a morte dos dogmas e das crenças no transcendente — considerados disparates febris — sem hesitação, a metafísica foi soterrada. Indivíduos que estavam no topo da pirâmide hierárquica, seguiram obstinados o caminho da Excelsa Utopia.

 

No ápice da evolução tecnológica e genética, almejando uma exímia longevidade, cada vez mais, a casta opulenta foi acoplando membros e órgãos artificiais aos seus corpos — manufaturados por lacaios humanos, capturados em seus latíbulos miseráveis. E os cérebros não fugiram à regra. Enfim, os abastados, por opção própria, tornaram-se autômatos, enquanto os indigentes livres estavam à beira da extinção.

 

Quando havia êxito na fuga e permaneciam bem escondidos, tinham de lidar com a fome e condições deploráveis, o risco de morte por inanição, ou padecer de diversas enfermidades, como a febre tifoide e a escabiose.

 

Entretanto, em meio a uma miríade de antropoides cibernéticos, havia um que destoava dos demais, às vezes, exibindo resquícios duma humanidade perdida e obsoleta, aquilo que era conhecido como emoções e sentimentos.

 

Teriam mais desses constructos defeituosos vivendo entre os superiores e irrepreensíveis Deuses Autômatos?

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

Bloodrock — Contos e Poemas Intrépidos

Enquanto houverem músicos e compositores intrépidos, os demônios serão inócuos. A música será perpétua, em especial o Rock, prosseguindo pujante, transgressor e transcendente.

 

O sangue que sela pactos diabólicos, também corre em artérias impávidas, impulsionando-nos aos enfrentamentos periclitantes e monstruosos.

 

Dentre todos os gêneros musicais existentes, o Rock é o mais expressivo, agressivo — sob divergentes conotações — multíplice e ramificado.

 

Nesta nova antologia da Dríade Editora, autores e autoras nos apetecem com poemas e contos vigorosos, composições exímias advindas de almas inquietas e audazes.

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

Lycaon — Contos sobre Licantropos

Uivos e grunhidos lúgubres decoram o semblante de mais uma noite nefasta. O aspecto feral é esparso. Criaturas hirsutas e antropófagas, refertas de frenesi e fome insaciável caçam suas vítimas, sempre que a lua desponta no céu, deixando para trás gritos de horror — logo silenciados —, e rastros escarlates. O ciclo infindo faz com que a conjuntura se repita: mais corpos desfigurados, dilacerados e vísceras dispersas... Um emaranhado de carne devorada, cujos resquícios vão se deteriorando ao ar livre.

 

A humanidade abarca segredos e mistérios insolúveis, impregnados nos mais inimagináveis recônditos do nosso orbe terrestre. Desde os primórdios da civilização, antigas culturas já retratavam seres antropoides com características canídeas.  Assim, lendas de indivíduos que se transmutam em animais são inerentes a diversas mitologias, e essas histórias também fazem parte do nosso folclore. No entanto, as narrativas mais difundidas, são as que envolvem homens e lobos, consequentemente, resultando numa espécie híbrida: o licantropo. Povos ancestrais como os celtas, nórdicos, gregos, romanos, nipônicos e tantos outros, possuem relatos semelhantes sobre a criatura, e também discrepâncias. Porém, quase todas as histórias envolvem algum tipo de maldição; como a do rei da Arcadia, Lycaon, que foi condenado a tornar-se um lobo, por conta de ter sido um líder religioso fanático, chegando a sacrificar pessoas e, até mesmo, servindo carne humana a Zeus durante um banquete. E os demais filhos do rei facínora que eram atrozes tiveram o mesmo destino. Diz-se que o termo licantropia advém de Lycaon.

 

Prepare-se para confrontar seus terrores noctívagos. Há pouco anoiteceu, e as bestas estão famintas...

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

capa alternativa 
(também será impressa)

Tons Taciturnos — Contos e Poemas Góticos

Seja na idade média — com seus momentos macabros — na soturna era vitoriana, em outros períodos históricos, ou ainda, nos dias atuais, a faceta gótica permanece assídua e pujante, suscitando apreensão e fascínio a quem se propõe a apreciá-la.

 

Tendo como background (des)amores, ira, vingança, as mais variadas intempéries e mortes aterradoras, como as consequências terríveis das guerras, da peste bubônica, da caça às bruxas, dos experimentos científicos malogrados, das maldições, do horror ao sobrenatural, da propagação de histórias envolvendo bruxas e feiticeiros, fantasmas, demônios, vampiros, lobisomens e uma gama de monstros, incutindo receios e calafrios até em temerários.

 

A arte gótica faz com que se depare e se analise as divergentes psiques existentes — inclusive a própria —, por meio dos seus estímulos sensoriais, sempre retratando medo, morbidez, obsessões, loucura, devassidão, degradação do corpo e da alma.

 

Cemitérios, átrios mal iluminados, catedrais sombrias, pântanos horripilantes, galerias e criptas de mau agouro, castelos assombrados, calabouços labirínticos; quadros fantasmagóricos, espelhos e outros objetos malditos... Tudo isso compõe a cenografia desta obra, em versos ou em prosa, os multíplices Tons Taciturnos.

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

capa alternativa 
(também será impressa)

Volúpia Vipérea — Contos Vampíricos

A imortalidade é um fardo oneroso, acre — detestável em vários momentos. Ainda que tantos a desejem, muitos dos que bebem do líquido escarlate viperino, abominável e inumano, tornam-se bestas notívagas e sedentas — mesmo que suas aparências belas por vezes ocultem o veraz horror.

 

Embora rumores atemporais tentem traçar alguma pista, não existe consenso sobre o surgimento da criatura primeva amaldiçoada, hematófaga e lasciva neste mundo. As histórias são divergentes, há uma miríade de narrativas. Sabe-se, apenas, que sua maldição é esparsa. Contos de seres profanos, blasfemos, esconjurados, circundam não só a fantasia, mas também a realidade. Fatos obscuros, perturbadores e mortes misteriosas permeiam-nos desde a Antiguidade.

 

Agora, enquanto que os humanos seguem suas vidas frívolas, muitas vezes, asfixiados no fel desta pós-modernidade, ostentando narcisismo, cobiçando o alheio, odiando o próximo e a si mesmos; temendo a decrepitude, a solidão e a morte ou, simplesmente, de modo efêmero, ignorando tais fatos, entorpecendo-se ou chacoalhando seus esqueletos em alguma casa noturna; outras criaturas se divertem à própria maneira, com um sadismo peculiar, intensa cópula e nutrindo-se do sangue de outrem.

 

Para esses, não há melhor forma de lidar com suas (in)existências adversas e malditas, se não for por intermédio da saciedade dos prazeres, obtendo submissão, sangue em demasia, copiosos coitos, influência e domínio. E cada vítima ceifada converte-se num êxtase indescritível, desencadeado por uma Volúpia Vipérea.  

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

O Arqueiro Artífice — e outros contos fantásticos

Embora o elfo Tryggr fosse um exímio arqueiro e versado em conhecimentos bélicos, o ofício que lhe trouxe uma invejável fortuna foi o de artífice. Possuía uma insólita habilidade para criar artefatos belos e mágicos; fossem armas, armaduras ou ornatos.

 

Vinha de família pacífica, pertencia a um clã de mercadores, artesãos, bardos e filósofos. Porém, seus entes só se tornaram abastados graças a sua incrível engenhosidade. Contudo, a apatia e a extrema avareza eram traços marcantes, explícitos, contrastando com seus talentos e aparência. Foram várias as ocasiões em que seus equipamentos mudaram o destino das batalhas. Alguns guerreiros derrotaram rivais considerados invencíveis, enquanto que monarcas ímpios utilizaram suas criações para subjugar povoados.

 

Tryggr, tinha o preceito de jamais intervir, diretamente, numa peleja. Em escassas conjunturas, teve de desembainhar sua espada ou disparar uma flecha contra alguém. Mas, num átimo, tudo mudou... Ele que fora estimado por todos, agora era odiado por muitos. Com sua família assassinada, imergindo cada vez no desalento, na desolação, ira e vingança, a rotina amena de outrora cedeu ao completo caos. Acreditava ter sido amaldiçoado pelas Sílfides dos Bosques Macambúzios. Todavia, em sua jornada tortuosa, contará com a ajuda de uma pequena criatura, a qual sempre desprezou: um filhote de draconídeo.

 

Essa e outras histórias, contando com seres fantásticos e lugares míticos, você encontra ao cruzar o ádito quimérico e as chaves estão neste livro.

 

 

 

 

Thiago S. Sevla

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